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VISITAS INDESEJÁVEIS

Com os índices de violência cada vez mais altos os sistemas de segurança se integram à rotina da população contra roubos e assaltos.

 

A segurança da casa e principalmente da família é uma preocupação constante na rotina de todo brasileiro. Quando alguém pensa em um lugar para morar, normalmente leva em conta critérios como a paisagem, vista da janela ou do quintal, o conforto, o comércio próximo e a facilidade de acesso. São itens realmente importantes, que podem tornar a vida mais agradável. Mas não são os únicos a considerar. No Brasil, existem 45 milhões de residências. De acordo com o Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) em 2000, Araraquara tinha 54.989 residências e São Carlos 56.033. Apenas uma minoria delas possui sistemas de proteção, como alarmes e câmeras, monitorados por empresas especializadas. Embora seja um mercado em expansão, segundo a Fenavist (Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores) o setor movimentou 2,1 bilhões de reais no ano passado e cresceu 20%. É devido ao mercado de segurança eletrônica estar crescendo que empresas e profissionais se qualificam, a fim de proporcionar eficiência e qualidade nos serviços que eles prestam adequando aparelhos disponíveis à necessidade do cliente.

A proteção eficaz deve envolver um projeto de segurança integrado, onde são verificadas as condições do imóvel a segurança que ele proporciona e uma orientação para os freqüentadores do local em relação a atitudes preventivas. Após a elaboração do projeto verifica-se quais itens de segurança eletrônica devem ser incorporados àquele local.

É possível escolher entre uma diversidade de aparelhos que possuem várias faixas de preços. As centrais de alarme são um destes itens. Existem aquelas que funcionam no próprio local a ser protegido, como uma casa e simplesmente disparam um alarme sonoro, sem estarem ligadas a empresas de monitoramento. Neste caso, os proprietários podem optar entre ela discar a um número de telefone programado que irá avisar o alarme disparado, ou a sirene simplesmente ficar tocando. Outra opção, e, esta mais utilizada e eficaz, são as centrais de alarme com módulo de comunicação que permitem monitoramento. Tratam-se de empresas de monitoramento que ficam 24 horas monitorando a movimentação da residência, ativação e desativação de alarme, situações de pânicos, etc. Qualquer situação ocorrida no local é registrada pela central de alarme e, repassada a empresa de monitoramento, que irá cruzar com outras informações já existentes. Caso fujam do padrão de normalidade, a empresa de monitoramento entrará em contato com o cliente e enviará um carro de apoio para o local.

Os itens de segurança residencial mais utilizados são sistemas de alarmes com monitoramento, circuitos de televisão, controles de acesso e cercas elétricas. Com a segurança pública cada vez mais vulnerável a intenção é utilizar sistemas que inibam a ação do invasor. Porém, mais importante que instalar um alarme é monitorálo, desta maneira facilita-se também o trabalho da polícia. Quando o alarme é instalado ele fica disponível para o monitoramento, assim todas as operações executadas no teclado do aparelho são repassadas por telefone e rádio a empresa de monitoramento. Sempre que houver um disparo, equipes de plantão vão até o local para verificar a ocorrência e, caso exista sinais de invasão acionam a polícia. Na hora de verificar a ocorrência, as empresas adotam procedimentos discretos que não coloquem em risco nem o proprietário da residência, nem os operadores da empresa. Normalmente a equipe de apoio se dirige ao local com descrição, veículos sem adesivos e, simula ser uma pessoa que está de passagem pelo local. Caso exista sinais de invasão a polícia é acionada.

O procedimento correto de uma empresa de segurança é solicitar a presença da Polícia Militar para verificar o alarme disparado, juntamente com o representante da empresa para proteger e zelar pela vida do cliente. Desta forma, quando o policiamento é chamado às informações são passadas com clareza e detalhes, ficando mais fácil agir. Por esta razão o monitoramento é o diferencial das centrais de alarme, além da facilidade de repassar informações que direcionem a atuação do policiamento. “Um vizinho informando que existe um alarme disparado, na maioria das vezes não resolve, porque a polícia não vai poder entrar no imóvel e nem saber o que está acontecendo lá dentro. Podemos auxiliar o trabalho deles e informar o provável número de elementos e sua localização no imóvel através do monitoramento por setores do alarme" explicou o diretor técnico de uma empresa de segurança.

Os setores do alarme são definidos no projeto, assim cada cômodo do imóvel representa um setor e a empresa de monitoramento consegue saber por onde o invasor está se deslocando e quantos são.

 

Itens necessários e primordiais

 

Cada imóvel exige um procedimento da empresa de segurança eletrônica. Entretanto, existem áreas que devem ter sensores como os fundos, que normalmente são fechados e permitem a ação despreocupada dos marginais. Os critérios de colocação de sensores devem ser técnicos (altura, posição, tipo de fiação) e nunca estéticos, por que cada sensor atende a uma função. Por exemplo, nas residências os mais utilizados são três tipos de sensores: Contato Magnético utilizado em portas e janelas; Infravermelhos passivos, para ambientes onde as possibilidades de disparo falso sejam pequenas, sensores imunes a pequenos animais, entre outros. Neste grupo existem pelo menos 5 modelos diferentes; Infravermelhos Ativos responsáveis pela segurança perimetral de muros, portões.

Com este modelo é possível criar armadilhas para o invasor na área externa da casa, para que antes dele chegar à porta da residência sua presença já tenha sido detectada.

A cerca elétrica tem sido utilizada em residências e edifícios e trata-se de um sensor que fica ligado 24 horas a empresa de monitoramento, independentemente do alarme estar acionado. "A cerca elétrica é um equipamento que está sendo muito utilizado, mas em alguns casos sem critério. Aí, ela se torna perigosa porque instala-se em qualquer lugar sem obedecer normas técnicas exigidas pelo CREA como: altura, voltagem, placas de advertência. A voltagem normalmente é em torno de 8 a 9 mil volts, não causa danos físicos mas com certeza inibe a ação de ladrões" comentou recentemente um especialista da área.

Outro diferencial das centrais de alarme monitoradas são as senhas e botões de pânico.

É a forma de comunicar à empresa que monitora o local que existe algo de anormal. No caso dos botões de pânico, eles funcionam 24 horas independentemente da central de alarme estar acionada ou não, e sua ativação será registrada pelo monitoramento. Podem ser fixos e dispostos em locais estratégicos da residência, ou, móveis como controles de alarme automotivos.

Já os botões de pânico são acionados no teclado do alarme e não disparam sirene, mas geram uma chamada emergencial para a empresa de monitoramento.

O circuito fechado de televisão também é um aliado na luta contra a criminalidade.

Existe uma infinidade de câmeras, tanto para proporcionar conforto quanto para a segurança. Há opções adequadas a todos os bolsos e objetivos, desde monitorar a aproximação de estranhos até acompanhar a distância o cotidiano da casa, para ver se está tudo bem com as crianças ou se os empregados estão trabalhando direito. E, para quem está disposto a investir cerca de 2 mil dólares em uma central de alarme israelense e monitorar do celular todas as movimentações da casa também é possível.

 

Os condomínios realmente são mais seguros?

 

Quem lê as páginas policiais dos jornais, com freqüentes relatos de assalto à casas, tem a impressão de que apartamentos são menos vulneráveis que qualquer outro tipo de habitação.

A proteção eficaz de um prédio, seja ele residencial ou comercial, deve envolver de forma integrada, o elemento humano, barreiras físicas e equipamentos eletrônicos.

Qualquer que seja a qualidade das barreiras físicas ou a espécie de equipamento eletrônico empregados, o elemento humano (funcionários ou guardas) será sempre o mais importante.

Um sofisticado sistema de detecção e alarme, por exemplo, sempre precisará de pessoal treinado para reagir contra a ameaça, com rapidez e eficiência. Mas todo planejamento de segurança deve começar por porteiros e guardas bem treinados e fiscalizados, cumprindo simples tarefas rotineiras ligadas à segurança do prédio e de seus moradores. "Condomínios se preocupam muito com o perímetro. Mas, a preocupação maior deve ser com a portaria e isto não é visto na maioria deles, seja horizontais ou verticais. As portarias são muito vulneráveis, o ideal seria o tipo gaiola com dois portões, ou seja, um só abre após o outro se fechar" sugere o diretor de uma empresa especializada em segurança. Entretanto, mesmo com toda a tecnologia existente sendo empregada a favor da segurança, de nada irá adiantar se os moradores ou usuários do imóvel não obedecerem à normas e procedimentos estabelecidos. Estas normas não visam apenas à segurança do imóvel, mas principalmente dos moradores.

 

Construa sua casa já pensando num projeto de segurança

 

Construir uma casa implica em estudos e projetos. O que a maioria das pessoas não sabe é que esta é a hora certa para providenciar o sistema de segurança. Fazendo isso, fica mais fácil integrar este sistema ao conjunto da residência sem precisar prejudicar a estética. "O ideal é dar ínicio a este procedimento antes da construção entrar na fase de acabamento. Baseado na planta é possível orientar quais os pontos que precisam de tubulação e estabelecer o projeto para a infra-estrutura do alarme e do circuito de câmeras" justifica a diretoria técnica de uma empresa. No campo da arquitetura, os equipamentos de segurança devem estar integrados ao projeto da casa. Medidas tomadas em residências já prontas são mais difíceis e caras. O que se pode fazer é elaborar projetos que levem em conta o aspecto segurança desde o ínicio, eles não encarecem tanto a construção e valem a pena. A casa segura é aquela que desestimula a ação de invasores.

O cômodo seguro é um recurso que tem sido muito utilizado pelas empresas de segurança na hora de orientar o cliente. Trata-se de um cômodo da residência que contará com dispositivos diferentes de segurança, ou seja, uma porta reforçada, um aparelho celular que estará a disposição para situações emergenciais, e, na medida do possível, câmeras de televisão que mostrem toda a movimentação no imóvel. "Caso o alarme dispare, o proprietário não deve ir verificar por que isso aconteceu, isso é função do monitoramento. Ele deve pegar sua família e ir para o cômodo seguro, por que o fato dele saber que está num local com segurança trará mais tranqüilidade a ele e a sua família" afirmam os especialistas.

 

Conviver com o trauma

 

Para a vítima de assalto, o drama não termina quando o ladrão vai embora. A imagem do revólver apontado, as feições e ameaças do bandido, os gestos violentos e o inevitável sentimento de humilhação podem permanecer na memória por algum tempo. É o trauma da violência. Seus sintomas são psíquicos e até físicos. Ansiedade, dificuldade para dormir são os mais leves. Quando a atitude dos bandidos chega a barbárie, são comuns reações como taquicardia, suor, insônia, pesadelos recorrentes e medo - muito medo de sair às ruas.

Adoecida pelo trauma, a pessoa foge do convívio social e prejudica sua rotina de vida. Leva tempo para a cura. Este é relato da dona de casa, GPS, que ao chegar em casa encontrou os ladrões lá dentro. "Quando eu e meu marido chegamos percebemos a porta arrombada. Os bandidos fugiram, mas demorei muito tempo para ficar em casa sozinha ou ir ao quintal de noite".

"A ansiedade após o trauma é natural, mesmo que o indivíduo sofra apenas um ou dois minutos de ameaça", explica a psicóloga Ana Cristina Zamberlam. "A pessoa precisa ser confortada. A solidão só piora a situação. Por mais que supere o problema, a lembrança sempre causará desconforto". Quando a vítima é uma criança, o cuidado dos pais assume importância ainda maior. O trauma pode acabar despertando o que a psicanálise chama de angústias primitivas. É um sentimento avassalador. Dependendo da constituição psíquica da criança, provoca também dificuldade de aprendizado, concentração, sono e distúrbios de alimentação.

"É importante ficar atento às reações da criança, ouvir o que ela diz e ver como brinca e se relaciona. Porém, não superproteja seu filho, isso não resolve o problema e vai deixá-lo ainda mais inseguro".

 

Veja este exemplo: A esposa saí de casa e ativa o alarme, o marido visualiza do celular que o alarme foi ativado pela sua esposa. Dali um tempo, chega à empregada, toca o interfone (que retransmite para o aparelho celular do marido) que atende e conversa com ela pelo celular como se fosse do interfone. Ele do celular desativa o alarme e abre a porta para a empregada entrar. Simples assim, coisas da tecnologia.

 

Dicas preventivas de como agir em casos suspeitos

 

As empresas de segurança orientam seus clientes a como agir em alguns casos de emergência ou suspeita de invasão:

ü      se você está chegando em caso de carro, seja durante o dia ou à noite, dê uma volta no quarteirão e repare em pessoas e carros suspeitos. Caso exista suspeitas não entre em casa nem pare no local. Procure uma viatura da polícia ou entre em contato com a empresa de monitoramento da sua residência;

ü      chegou em casa e existem sinais de arrombamentos, nunca entre. Você não sabe se o invasor ainda está lá dentro.Procure ajuda e só entre na residência depois que constatar que é seguro;

ü      em caso de dispare do alarme, não abra portas e janelas para verificar o que ocasionou o disparo. Reúna sua família, vá para um cômodo seguro e comunique a empresa que monitora o local.

 

Redobre o cuidado no condomínio

 

ü      para visitas, o porteiro só deve abrir o portão após identificá-las. Falar com elas pelo interfone, jamais diretamente;

ü      não se impressionar com a aparência do visitante. As normas de segurança valem para todos;

ü      no caso de entregas, o morador deve descer para recebê-las;

ü      atenção deve sempre estar voltada para os portões de entrada e saída de carros identificando os veículos de moradores e nunca abrir o portão para estranhos. A dica das empresas de segurança é criar uma comunicação através de sinais facilmente identificados pelos porteiros.